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Artigo: A identidade feminina em uma nova perspectiva

A identidade feminina em uma nova perspectiva

A identidade feminina em uma nova perspectiva

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A mulher, injustamente, sempre esteve submetida a um papel secundário, subserviente nas relações sociais e afetivas. A relativa libertação da mulher se deu há cerca de cinquenta anos, quando foram inventados a pílula anticoncepcional, a máquina de lavar, o fogão a gás, além de vários outros eletrodomésticos, que a libertaram de tarefas enfadonhas e repetitivas. Com tempo de sobra, a mulher evoluiu no aspecto intelectual, fato quer a colocou em condições de ocupar cargos profissionais até em então somente ocupados pelos homens. Tal progresso foi fundamental para que a mulher gerasse seus próprios recursos e também tivesse uma identidade social. Agora é chegado o momento de a mulher assumir sua verdadeira e importante identidade, que tem como expressão maior a elevação de Eros, na celebração da vida. Sem essa expressão de beleza e senso estético, a qualidade da vida nada representaria sendo apenas conquistas materiais.

A dimensão da importância da expressão feminina é representada por uma das lendas do Rei Arthur. De tão profundo valor é a importância do feminino que a expressão mítica construiu no inconsciente coletivo, pela nobreza da cavalaria, a transformação das trevas em Luz. A questão que se apresenta na referida lenda é: “Que realmente quer a mulher?” Vamos à lenda que elucida melhor:

“Arthur quando jovem foi apanhado caçando ilicitamente nas florestas do reino vizinho, sendo aprisionado pelo rei. Ele poderia ter sido morto imediatamente, pois esse era o castigo por transgredir as leis de propriedade e posse. Mas o rei vizinho, comovido pela juventude e simpatia do rapaz, ofereceu-lhe a liberdade com a condição de ele encontrar a resposta para uma pergunta muito difícil no prazo de um ano. A pergunta: “O que realmente quer a mulher?” Questão de difícil resposta até para o mais sábio dos homens, que dirá para um jovem. Contudo era melhor que ser enforcado, e assim Arthur voltou para casa e se pôs a perguntar a todos que encontrava no caminho. Prostitutas, freira, princesa e rainha, sábio e bobo da corte, todos foram inqueridos, mas ninguém conseguiu dar uma resposta convincente. Cada um deles avisou, no entanto, que havia uma pessoa que saberia a resposta, a velha bruxa. O custo seria muito alto, pois todos sabiam no reino que a velha bruxa cobrava preços exorbitantes por seus serviços.

Chegou o último dia do ano e Arthur finalmente viu-se obrigado a consultar a velha. Ela concordou em dar a resposta satisfatória, mas o preço deveria ser discutido primeiro. E o seu preço era casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da Távola Redonda e o amigo mais íntimo de Arthur. O jovem fitou a velha bruxa horrorizado: ela era horrorosa, tinha um dente só, cheirava mal, emitia sons obscenos e era corcunda, a criatura mais detestável que ele já vira. Arthur tremeu diante da perspectiva de pedir ao seu grande amigo que assumisse este terrível fardo por ele. Mas Gawain, ao saber do trato, assegurou a Arthur que isso não era pedir demais para salvar a vida de seu companheiro e ainda preservar a Távola Redonda.

O casamento foi anunciado e a velha bruxa revelou sua sabedoria infernal: “Sabe o que realmente quer a mulher? Ela quer ser a senhora de sua própria vida! Todos reconheceram na hora a grande sabedoria feminina e o Rei Arthur estava salvo. Ao ouvir a resposta, o soberano vizinho, sem hesitar, concedeu-lhe a liberdade.

Mas e o casamento?! A corte toda presente, e ninguém estava mais dividido entre o alívio e a tristeza que Arthur. Gawain portou-se com cortesia, delicadeza e respeito. A velha bruxa exibia o seu melhor comportamento, devorava a comida de seu prato com as mãos, emitia horrendos grunhidos e cheiros pavorosos. Até então a corte de Arthur jamais se havia sujeitado a tamanha tensão. A cortesia prevaleceu e o casamento se realizou.

Chegou o momento de o casal se retirar para seus aposentos nupciais. Ao ficarem a sós, a velha bruxa pediu licença para trocar a roupa. Tempo depois voltou como uma belíssima e fina dama. Gawain levou um susto e não


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Autor: Osmar Santos
Fonte: Osmar Santos
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DR. OSMAR
DR. OSMAR FRANCISCO DOS SANTOS

SOBRE O DR. OSMAR

Psicólogo junguiano transpessoal, fundador do Instituto Holístico do Saber, membro participante do Núcleo de Estudos Junguiano do Rio de Janeiro, experiente conhecedor da psique humana através da sua ampla atuação em psicologia clínica, individual, em grupos de formação e em grupos terapêuticos.

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