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Artigo: 2021 – A OFERTA DO RENASCIMENTO DEPENDE DE CADA UM DE NÓS

2021 – A OFERTA DO RENASCIMENTO DEPENDE DE CADA UM DE NÓS

2021 – A OFERTA DO RENASCIMENTO DEPENDE DE CADA UM DE NÓS

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Apenas para referência me lembrei que 2020 segundo a interpretação do tarô, o julgamento, neste caso apresentado duplamente, duas vezes vinte, como se quisesse confirmar o significado da dificuldade que se manifestou por todo o mundo, trazida pela pandemia. Dentre as leis que regem o universo, há uma constante que é citada por todos os estudiosos das chamadas ciências ocultas, hoje não tão ocultas, é a lei da polaridade ou lei dos opostos. Para nossa natureza humana, que somos o verso do uno, ou seja, a criatura que responde as projeções das energias cósmicas, como um espelho reflete a luz. Nossa finalidade, como criatura altamente complexa e especializada, e nos tornarmos espelhos cada vez mais livres de manchas que impedem a reflexão fiel e autêntica da luz do universo. Como criatura somos, portanto o fiel da balança, ou ainda, em outras palavras, a manifestação física da energia dos Arcanjos os quais são as primeiras projeções da Fonte Criadora. Voltando ao tarô símbolo de interpretação, pois sintetizam os quatro elementos, dentre tantos outros detalhes simbólicos, o número 21 representa o louco, não o louco conhecido literalmente pelas suas atitudes inconsequentes, mas o louco, tresloucado das necessidades insaciáveis da personalidade. O louco ao qual se refere o tarô é o desapegado, mas o desapego não é a ideia miserável da falta de recursos, mas a riqueza em saber que nenhum recurso material nos identifica. Costumo dizer que tem pessoas que são tão pobres que só têm dinheiro. 

Quando participava de grupos terapêuticos no Rio de Janeiro, nosso trabalho se iniciava sempre sem um tema específico ou planejamento, podia ser um texto literário, um quadro, e muitas vezes era um coan as pequenas estórias do zen budismo. Uma dessas, não sei porque me emocionou de forma que eu nunca esqueci. Vou relata-la e cada um é livre para suas conclusões: 

“Um mestre zen morava em uma cabana no alto de uma montanha, solitário e muito pobre, tinha apenas o mínimo necessário para se manter. Num final da tarde, como sempre fazia, se dirigia a um certo lugar da montanha, com vista privilegiada para o vale, para meditar. Enquanto meditava, foi surpreendido por um ladrão que tencionava roubar seus pertences, porém ao notar a pobreza do mestre, o ladrão desistiu e procurou se retirar. O mestre entendendo seu desapontamento, resolveu: “Pobre homem, ele não subiu essa montanha para descer tão decepcionado, leve, por favor minhas roupas”. Retirando então seus humildes trapos, entregou-os ao ladrão. Passo seguinte, voltou sua atenção para a meditação, neste instante à frente, no horizonte uma enorme lua azul. Com a alma leve e tranquila o mestre murmurou: “o que eu gostaria mesmo de te dar de presente era essa maravilhosa lua, mas isso tu não podes receber agora”. Dizendo isso voltou a meditar. 

Não acredito que a pobreza seja uma virtude. Ao contrário penso que, às vezes, a pobreza pode ser até uma vergonha, considerando que temos um Pai tão rico. Quanto à caridade, é uma questão ambivalente, pois entendi que algumas esmolas que damos na rua, só servem para que a pessoa não abandone a rua. Descobri isso observando pessoas que traziam filhos, um outro que colocava sua cadeira de rodas num sinal de trânsito entre os carros; um dia observei, por acaso, que ele descia do ônibus andando normalmente e um jovem trazia sua cadeira de rodas dobrada. Sei que nem todos os casos são assim, mas não quero julgar, por isso resolvi contribuir com os médicos sem fronteiras e outras instituições. 

Voltando ao tema de 2021, considero o grande ano do renascimento em bases mais profundas de sustentabilidade, pois temos agora a possibilidade da individuação, do crescimento individual através do acesso à consciência interna, nos libertando de todo poder exercido sobre nós pelos ídolos que nós mesmos elegemos, além de intuições, as mais variadas, que têm como objetivo apenas o projeto de poder. Por outro lado, isso é muito importante, a luz da nossa consciência interna não nos coloca aptos para julgar qualquer um que busca sua representação em grupos. Precisamos repensar nossa forma de vida, observando a natureza, ela se auto estabiliza, se auto regula, para compensar as condições mutantes do ambiente. Ela não resiste às necessidades de mudanças dialogando continuamente com o meio, integra novos elementos, buscando um novo equilíbrio. Quando a natureza não consegue responder aos desafios ambientais, surgem as anomalias, desdobramentos não funcionais, ocorrendo, finalmente a desintegração necessária para dar origem a um novo arranjo ecológico capaz de garantir a sustentabilidade. É a lógica que determina que a semente tem que morrer para surgir uma nova planta. É da poda da videira que nasce os ramos vigorosos capazes de produzir os melhores cachos de uva. Isso é o significado da pandemia, que procura corrigir o que a sociedade de crescimento industrial ensilou da terra nos fazendo romper os laços com a vida. O universo não é feito pela soma dos seres existentes, mas pela teia de relação entre eles. Como dizia o Chefe indígena de Seattle: “O homem não teceu a teia da vida, ele é apenas um fio dela; o que fizer para a teia estará fazendo para si mesmo. 

Para finalizar a compreensão do momento em que vivemos, os estudiosos se reúnem na busca da compreensão da mente humana, que é o “programa” que administra todos os recursos que dispomos, mente essa que depende da consciência para acessar as melhores respostas as questões que se nos apresentam. Foi tema de um texto anterior, neste mesmo blog, o estudo da consciência em dois aspectos: a consciência lógica, que administra nossos papeis sociais e auto consciência, ou seja a consciência da nossa mente inconsciente. Brigitte Dorst, em seu livro Espiritualidade e transcendência – Editora


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Autor: Osmar Santos
Fonte: Osmar Santos
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DR. OSMAR FRANCISCO DOS SANTOS

SOBRE O DR. OSMAR

Psicólogo junguiano transpessoal, fundador do Instituto Holístico do Saber, membro participante do Núcleo de Estudos Junguiano do Rio de Janeiro, experiente conhecedor da psique humana através da sua ampla atuação em psicologia clínica, individual, em grupos de formação e em grupos terapêuticos.

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