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Artigo: DEPRESSÃO É O MESMO QUE AUSÊNCIA DA ALMA

DEPRESSÃO É O MESMO QUE AUSÊNCIA DA ALMA

DEPRESSÃO É O MESMO QUE AUSÊNCIA DA ALMA

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Concluindo o texto iniciado no nº 166 da revista, continuo com o propósito de auxiliar na compreensão da estrutura psíquica, que, uma vez entendida e aplicada pode levar a pessoa a deixar o julgamento, consequentemente a luta e ingressar na era da inteligência do coração. Este tipo de inteligência é o campo de empatia de todas as energias, mesmo as de sentido contraditório, aparentemente irreconciliáveis. As coisas existem em função de seu oposto, tal como o dia é conhecido como claro em razão da noite ser escura, mas a coexistência dos dois perfazem uma unidade perfeita. Segundo Jung, em Mysterium Coniunctionis, “Aquilo que de nenhum modo se pode explorar, torna-se desinteressante - Daí o Pouco valor atribuído à alma. Outra razão é a desvalorização habitual referente a todas as coisas que não se pode pegar com as mãos e compreender. Sob esse aspecto mais amplo, a educação recebida até o presente – por mais necessária que ela tenha sido – não pode ser absolvida da culpa inevitável de ter contribuído para a má reputação empírica da alma”.

Neste texto Jung defende que a alma, bem como outros temas como o estudo da mente deveriam fazer parte do ensino, pelo menos a partir do ciclo secundário, não como conceitos místicos contido nas doutrinas religiosas, mas como algo iminente que subsiste por si mesmo, conforme as experiências contidas no Livro Vermelho, as quais apresentaremos mais abaixo. James Hillman no “Livro do Puer” – ensaios sobre o Arquétipo do Puer Aeternus - “Por causa do Concílio de Constantinopla (ano de 869), e Nicéia (ano de 787) a alma perdeu seu reino. Nossa Antropologia, nossa concepção de natureza humana, passou de um tripartido cosmo de espírito, alma e corpo (ou matéria), ao dualismo de espírito (ou mente) e corpo (ou matéria). Isto porque, no concílio, ou de Nicéia (ano de 787), as imagens foram privadas de sua inerente autenticidade. ...ainda estamos procurando reconstituir aquela terceira instância, aquele reino intermediário da psique – que é também o reino das imagens e o poder da imaginação – da qual fomos exilados pelos teólogos há mais de mil anos: muito antes de Descartes e das dicotomias a ele atribuídas, muito antes do iluminismo e do moderno positivismo e cientificismo. Estes remotos fatos históricos são os responsáveis pela mal nutrida raiz de nossa cultura psicológica no ocidente e da cultura de cada uma de nossas almas. ...O mesmo acontece em referência a sonhos e mitos. O verbo sonhar não aparece no Novo Testamento; sonho (onar) aparece em três capítulos de Mateus (1, 2, e 27). Mythos aparece cinco vezes apenas, pejorativamente. Deu-se ênfase por outro lado a fenômenos espirituais: milagres, poliglotismo, visões, revelações, êxtases, profecia, verdade e fé”.

Neste texto de Hillman que historicamente explica a alienação com relação a alma, isso conseguido também com o poder de coerção nos deixou perdidos com relação a esse elo fundamental – a alma – que cria o caminho entre a materialização do espírito e a materialização da matéria. No lugar desta provocada alienação – dicotomia espírito e matéria – surge o poder das instituições e suas doutrinas se colocando como intermediárias entre o plano divino, o mundo das ideias e a matéria, o mundo das formas. Isso rouba do homem a sua sagrada capacidade de buscar a sua identidade divina dentro dele próprio. A busca dessa identidade consiste na inteligência do coração que como já dissemos cessa o julgamento e consequentemente a luta.

Jeshua – Do ego ao coração IV – através de Pamela Kribbe define o corpo – a matéria como a morada física da alma por um tempo limitado por outro lado, define a alma como sendo a âncora não-física psicológica da experiência. Ela carrega a experiência de muitas vidas. Segundo Jeshua a alma se desenvolve através do tempo e lentamente se transforma numa bela pedra multifacetada, refletindo um tipo diferente de experiência e conhecimento nela baseado.

Por sua vez, ainda segundo Jeshua o espírito não muda nem cresce com o tempo. O espírito está fora do tempo e do espaço, ele é em nós a nossa parte eterna, atemporal que é Una como o Deus que o criou. É a divina consciência, que a base da sua expressão no espaço e no tempo. Nós nascemos de um reino de pura consciência e trouxemos parte dessa consciência conosco, através de todas as nossas manifestações na forma material. É importante lembrar que a consciência divina é a consciência criadora por si mesma. A consciência do ser humano muitas vezes é confundida com a experiência. Só o fato de experimentar não produz uma consciência é necessário que nos coloquemos dentro desta experiência numa relação de opostos, mesmo que pelos aspectos lógicos cartesianos eu tenha sido injustiçado na experiência. Em outras palavras sempre que deixamos o inimigo fora de nós perdemos a oportunidade de sermos portadores da experiência e assim como diz Edward Edinger quando perdemos a oportunidade de sermos portadores dos opostos nos tornamos uma das pedras moedeiras de Deus que tritura o nosso destino.

Ainda sobre as características da alma, Jeshua afirma que a alma faz parte da dualidade (ela tem uma face voltada para o espírito e outra para a matéria). Ela é afetada e transformada por suas experiências na dualidade. O espirito está fora da dualidade. É a base sobre a qual tudo se desenvolve e evolui. É o Alfa e Ômega, que chamamos simplesmente de Ser ou Fonte. A alma carrega memórias de muitas encarnações, ela sabe e compreende muito mais que a sua personalidade terrena. A alma está conectada com fonte de conhecimentos extra-sensoriais, tais como suas personalidades de vidas passadas e guias ou conhecidos dos planos astrais.

O ENCONTRO COM A ALMA

No livro vermelho pág. 232 – Ed. Especial – Liber primus, Jung após conversa com a alma numa prática de imaginação ativa, concluiu que


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Autor: Dr. Osmar
Fonte: blogdoosmar.com.br
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DR. OSMAR FRANCISCO DOS SANTOS

SOBRE O DR. OSMAR

Psicólogo junguiano transpessoal, fundador do Instituto Holístico do Saber, membro participante do Núcleo de Estudos Junguiano do Rio de Janeiro, experiente conhecedor da psique humana através da sua ampla atuação em psicologia clínica, individual, em grupos de formação e em grupos terapêuticos.

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