A nova identidade feminina e a depressão

A nova identidade feminina e a depressão

O justo e importante progresso da mulher nos últimos cinquenta anos, como tudo que existe, traz aspectos positivos e negativos. Uma das consequências desse progresso positivo é a independência da mulher, que a liberta, em uma relação, de um provedor que, em muitos casos, impunha limitações à vida da parceira. A liberdade econômica trouxe mais autonomia à vida da mulher. A consequência negativa, por outro lado, é a identificação com o aspecto de “amazona guerreira”, com prejuízo de uma personalidade feminina identificada com o aspecto estético de Eros. Pode parecer pouco importante, mas a capacidade de beleza e harmonia características de Eros são fundamentais ao real feminino. Quando a personalidade feminina é dominada pelos aspectos racionais masculinos, a necessidade de poder leva a mulher a relações afetivas com parceiros dependentes, incapazes dos cuidados que o feminino precisa e merece. Nesses casos, e eles são muitos, há uma dupla exploração da mulher nos aspectos afetivos e material; então, a depressão toma conta da personalidade, causada ainda pela dupla jornada, profissional e doméstica.